Se você acha que não tem nada a ver com Belo Monte, nessa matéria você vai descobrir que essa megaobra vai afetar diretamente o seu bolso. Se você acha que sem hidrelétricas vai faltar luz na sua casa, leia essa entrevista. Se você compreende os impactos socioambientais de uma obra desse porte e quer entender melhor o que está em jogo e quais são as alternativas.
Quinta-feira, Novembro 17, 2011
Terça-feira, Setembro 13, 2011
Quarta-feira, Julho 13, 2011
EXPEDIÇÃO SUIÁ-MISSÚ / JARINAH
As duas embarcações, unidas por dois braços de madeira. Engenhoca inventada por Sergio para dar maior estabilidade aos barcos nos grandes rios da região.
Faz um ano que o incansável Sergio Vahia vem fazendo os preparativos para uma nova expedição pelo Xingu. O projeto é sair da aldeia dos índios Suiás, dos quais Sergio foi o segundo branco a fazer contato no dia seguinte aos irmãos Villas Boas, história que já foi contada aqui em nosso blog em artigo anterior.
A expedição será dividida em duas partes, fazendo parte da equipe Sergio Vahia, Paulo Castilho, Odone Ferrão e um dos filhos do cacique Kuiuci. Sairemos da aldeia Suiá pelo rio Pacas, entraremos no rio Suiá Missú, que desemboca no rio Xingu, onde subiremos até a aldeia dos índios Trumais e depois desceremos até o posto de Diauarum. Alí faremos contato com o amigo Percinoto, no Rio de Janeiro, que se unirá a nós na balsa próxima a São José do Xingu, de onde partiremos para a segunda parte da expedição.
Braçadeira para prender as madeiras nos barcos... projetada e executada por Sergio Vahia.
A SEGUNDA PARTE - Da balsa iremos até uma outra aldeia dos índios Trumais, cujo cacique é Ararapan. Alí entraremos pelo rio Jarinah, que ficou conhecido após o acidente com o avião da Gol, cuja queda foi notada pelo gerente da fazenda Jariná. Passaremos bem próximos de onde a FAB abriu clareira para recolher os destroços da aeronave.
Descendo pelo Jarinah chegaremos ao rio Xingu, próximo das corredeiras de Von Martius e onde ficava a antiga aldeia de Rauni.
Após a remarcação do Centro Geográfico do Brasil, feita por Sergio Vahia em 2008 (ver artigo neste blog), Rauni resolveu mudar sua aldeia para a região, que é bem mais saudável que a anterior.
Base para colocação do motor 15HP, que será usado somente nas subidas de rio. A maior parte do percurso será feita com a utilização de remos.
Saindo do rio Jarinah, subiremos pelo Xingu até o ponto da picada que dá acesso ao Centro Geográfico (e onde fica a nova aldeia). Visitaremos o local e depois subiremos novamente até a balsa. Percorreremos 800km por rios.
Presentes já embalados e divididos por aldeias.
Nossa saída está programada para amanhã, 14 de julho de 2011, com previsão para término de 60 dias. É possível fazer todo o percurso em no máximo um mês, mas não é o intuito de nossa equipe. Faremos a viagem de maneira tranquila, remando poucas horas por dia e aproveitando ao máximo nossa estadia na região. Visitaremos aldeias, para as quais estamos levando muitos presentes.
Motor 15HP.
Um artigo com mais detalhes será postado aqui no meu retorno.
Material de pesca que será doado pelas aldeias por onde passaremos.
Tachos de alumínio, de grande utilidade para os índios.
Linhas para trabalhos manuais.
Gêneros alimentícios, que também serão doados para os silvícolas.
Mais de 500kg!!!!
Caixas de mantimentos, que serão usados por nós durante a viagem. A idéia é usar o mínimo possível de comida da região (caça e pesca).
Sábado, Julho 09, 2011
Quarta-feira, Julho 06, 2011
PROTESTO
SERÁ QUE TAMBÉM,
TEMOS QUE FAZER ISSO,
EM NOSSA CIDADE?
Se concordar, divulgue!!
O outdoor colocado na rua Olívio Domingos Brugnago, no bairro Vila Nova, em Jaraguá do Sul (SC), demonstra a indignação sobre a proposta de aumento do número de vereadores na Câmara.
E finalmente...
Tenho certeza de que na sua cidade acontece o mesmo.
Você é mais uma vítima de um sistema político falido, corrupto e ineficaz.
Por enquanto, divulgue, logo isso terá que acabar.
Segunda-feira, Julho 04, 2011
SEQUESTRO
NÃO É SACANAGEM
O PCC, facção do crime organizado de São Paulo, seqüestrou ontem, em Brasília, 24 deputados da Câmara Federal e alguns Senadores. Eles estão solicitando US$ 1.000.000,00 para sua libertação.
Se o valor de resgate não for cumprido em 24 horas, vão banhá-los com combustível e os queimarão vivos. Estamos organizando uma coleta e necessitamos da sua ajuda! Veja o que conseguimos até agora:
- 580 litros de Gasolina Aditivada
- 320 litros de gasolina Premium
- 175 litros de gasolina convencional
- 125 litros de diesel
- 98 litros de Biodisel
- 380 maços de caixas de fósforos
- 214 isqueiros
- 7 lança-chamas
- 108 sacos de carvão
Se o valor de resgate não for cumprido em 24 horas, vão banhá-los com combustível e os queimarão vivos. Estamos organizando uma coleta e necessitamos da sua ajuda! Veja o que conseguimos até agora:
- 580 litros de Gasolina Aditivada
- 320 litros de gasolina Premium
- 175 litros de gasolina convencional
- 125 litros de diesel
- 98 litros de Biodisel
- 380 maços de caixas de fósforos
- 214 isqueiros
- 7 lança-chamas
- 108 sacos de carvão
- 20 metros de lenha seca e
- 1 retroescavadeira.
Pedimos para que não mandem álcool, pois há o risco do mesmo ser consumido por parte dos deputados.
Se você apagar essa mensagem é porque não tem coração... Por favor, leia e repasse para no mínimo 10 pessoas. Fiz a minha parte!!!
BRASÍLIA PRECISA DE VOCÊ!
Domingo, Junho 26, 2011
BANDEIRANTES
BANDEIRANTES...
HERÓIS OU BANDIDOS?
No Brasil, o extermínio e a escravidão dos índios não seriam possíveis sem o apoio dos próprios índios, de tribos inimigas. Eles forneceram o suporte militar às bandeiras, os assaltos que os paulistas faziam ao interior para conseguir escravos.
As bandeiras são geralmente apontadas como a maior causa da morte da população indígena depois das epidemias. De todo modo, havia em cada uma no mínimo duas vezes mais índios - normalmente dez vezes mais. Sobre a mais famosa delas, a que o bandeirantes Raposo Tavares empreendeu até as aldeias jesuítas de Guairá, no extremo oeste paranaense, os relatos apontam para uma bandeira formada por 119 paulistas e 2 mil índios tupis.
Praça do Bandeirante, Goiânia (GO)
O que se ouve falar por aí é que os bandeirantes eram facínoras que exploravam o interior do país em busca de ouro, pedras preciosas e índios, incendiavam aldeias, praticavam execuções aleatórias e até mesmo jogavam o corpo de velhos, crianças e doentes para os cães.
Em Goiânia, onde existe uma praça que é popularmente conhecida como "Praça do Bandeirantes", houveram até mesmo alguns movimentos para que a estátua de Bartolomeu Bueno fosse retirada do local.
É preciso rever a história dos bandeirantes e dar a eles um novo julgamento.
As histórias dos massacres realizados pelos bandeirantes (principalmente a bandeira de Raposo Tavares) é cheia de exageros. Conta-se que Raposo deixou um saldo de "100 a 150 mil mortos e feridos", aprisionaram entre 40 a 60 mil índios em três anos, ou ainda que 15 mil índios teriam sido mortos.
Quando Raposo Tavares atacou as aldeias de Guairá, em 1628, os padres Justo Mansilla e Simão Masseta foram destacados para seguir o grupo do bandeirantes durante a volta para São Paulo. A idéia era testemunhar os abusos dos paulistas contra os índios e montar uma acusação formal. Baseando-se no relato que os dois escreveram, o tamanho da matança pode cair muito - para menos de mil, menos de cem, menos de vinte mortes. Conforme o relatório que eles escreveram, o total de mortes dos ataques às aldeias jesuíticas foi de 14 PESSOAS.
Os índios abandonaram as missões do sul por falta de confiança nos padres e cansaço de suas normas cristãs. A principal arma dos bandeirantes foi disseminar entre os índios guaranis a esperança de uma vida melhor perto do Atlântico.
As expedições ao sul foram só o início das polêmicas aventuras de Raposo Tavares. Entre 1639 e 1642, ele foi à Bahia e a Pernambuco ajudar a expulsar os holandeses que tentavam montar colônias no Brasil. na volta, a bandeira da qual fazia parate viu-se sem comida. A solução foi comer pedaços de couro, raízes de bananeira e os poucos cavalos que restavam para o grupo. De volta para São Paulo, o bandeirante partiu para o norte do Paraguai em 1648, acompanhado de um grupo de 1.200 índios, mamelucos e brancos. Atacados pelos jesuítas, eles desviaram o caminho, chegando à Amazônia peruana. Navegaram pelos rios Mamoré, Madeira e Amazonas, desembarcando em Belém. Passaram três anos atravessando florestas descalços, seminus, sujos e famintos. Diante dos ataques de índios inimigos, dormiam escondidos, enterrados na areia. Com o grupo reduzido a cerca de cem pessoas, Raposo tavares só conseguiu voltar para casa em 1651, quando completou 10 mil quilômetros de peregrinação pela América do Sul.
Convenhamos: um homem como esse não soa como um herói?
(Do livro "GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL", de Leandro Narloch, Editora Leya)
PAULO BERTRAN
A SUA OBRA TÃO VALIOSA
Prefácio de Bernardo Élis
Desde esta vista de fim de Século a Milênio podemos afirmar que o senhor Paulo Bertran possui uma bibliografia numerosa e das mais importantes para o Brasil e o mundo. Seus trabalhos versam sobre a região Centro-Oeste do Brasil, sobre a qual, se os estudos e registros não são tão escassos, são esparsos e não divulgados. O autor vem se dando a esse trabalho exaustivo de juntar documentos e daí passar a outra fase mais difícil, que é comentá-los e interpretá-los com sabedoria e proficiência.
Admirador que sou de Paulo Bertran, conheço todos os seus trabalhos, desde o primeiro editado, "Formação Econômica de Goiás" (1978) até este que agora tenho em mãos, intitulado "História da Terra e do Homem no Planalto Central", ainda em estado de originais. Embora não tendo podido localizar toda a sua produção, assim de memória enumero essa primeira obra, a segunda, "Uma Introdução à História Econômica do Centro-Oeste do Brasil" e um estudo sobre Niquelândia, a São José do Tocantins de outrora, cujo título e cujo exemplar não me foi possível encontrar, na balbúrdia de minha livraria.
Daí o autor abre o seu vôo para grandes alturas a larguras, em amplos estudos como este que estou comentando, mais outro, inédito, nas mesmas condições em que faz o levantamento do desenvolvimento do Oeste através de fotografias a gravuras e finalmente esse livro interessantíssimo, também inédito, que é "A Ilustração nos Sertões" (Fim de Século). Esses três estudos citados acima abordam o fato histórico com precisão, mas procura relacioná-los de modo global com o Brasil, a América e o mundo, enriquecendo-os com peculiaridades, pormenores, informações da mais alta significação cultural. Isso faz sua leitura agradável e excitante.
Não creio que qualquer pessoa ao ler um desses três livros editados e os outros três inéditos, deixe de interessar-se pela história do Brasil Central e não prossiga na cata de mais largas informações. Os livros têm sabor de aventura.
O professor Cristóvam Buarque, ex-reitor da Universidade de Brasília, no terceiro livro editado por Paulo Bertran, escreveu-lhe a orelha e suas palavras foram muito felizes por atingir o cerne da preocupação do autor. Diz: "Bertran não limitou-se porém a um recorrido bibliográfico e conseqüente descrição do fenômeno de seu estudo e o segundo grande mérito de seu livro é a abrangência analítica. Graças a isso, situou a região dentro do contexto da economia brasileira e internacional. Ao fazer assim, o autor evitou o grave erro de historiadores menos formados, que têm vida própria no seu objeto de estudo. Graças à sua formação teórica, foi capaz de entender e descrever a economia do Centro-Oeste desde o início, como parrte de um processo econômico mais amplo do capitalismo brasileiro e mundial."
Investigador inteligente a diligentíssimo, Paulo Bertran tem revirado e rebuscado o rebotalho de nossos arquivos, depois dos saques a que os submeteram amigos historiadores, colhendo muita coisa valiosa, pois é norma consagrada que nossa curiosidade está na razão direta de nossa cultura. Além disso tem sido incansável na descoberta de papéis esquecidos nos valiosos arquivos de além-mar e que novas luzes deitam à história goiana. Porque essa história de pesquisa é muito importante. O autor verdadeiramente dotado do dom de pesquisar quase que intui, adivinha quase os acontecimentos, por indícios subtilíssimos que a tecnologia não pôde ainda ensinar, mas que, graças a um instinto especial, o pesquisador fareja e detecta como o faz Paulo Bertran.
O estudo da obra desse autor me comove porque embora desde cedo tivesse eu o dom da pesquisa a embora meu pai tivesse curiosidades históricas (especialmente sobre Goiás), eu nunca pude obter textos históricos referentes a Goiás. O primeiro que me caiu nas mãos foi a "Súmula de História de Goiás", de Americano do Brasil, edição príncepe, 1932, obra que li de empréstimo de meu primo Sílvio Curado que a obtivera por prêmio a concurso efetuado no Liceu de Goiás, naquele ano. Tal obra me abriu os olhos para os consagrados historiadores goianos, cujos livros não tinham merecido novas edições e cujos exemplares eram inalcançáveis por aqui. Só em 1940 vim a ler a obra do professor Colemar Natal a Silva e somente agora, no governo do senhor Irapuã Costa Júnior pude ler Alencastre, Cunha Matos e Silva e Souza, os dois primeiros dados a lume por iniciativa desse Governo, nesse particular merecedor de nossa eterna gratidão. Também Saint-Hilaire só li tardiamente. E essas dificuldades em obter textos históricos sobre Goiás aconteciam comigo, o faminto de leitura. O que dizer então das outran pessoas - Por isso quero frisar bem - o Governo deve editar periodicamente os livros sobre Goiás, tornando-os acessíveis a todos.
Quando escrevi "Chegou o Governador", primeira tentativa no Brasil Central de fazer romance histórico, encontrei dificuldades quase intransponíveis em todos os aspectos, especialmente no tocante a alimentos, trajes, música, dança, armas de fogo, mobiliário e mesmo vida cotidiana. A solução foi valer-me de exemplos de outras capitanias, especialmente Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. Era minha intenção fazer um capítulo ou mais sobre os vadios tão numerosos e decisivos na vida brasileira, mas a ausência de informações restringiu minha ambição a uma simples criação do mundo dos vadios como um amplo a generalizado pano de fundo. Ainda em 1976, ao escrever o livro "Estado de Goiás", para a coleção Nosso Brasil, Bloch Editora, Rio, ao abordar o assunto referente a sesmarias, à página 31, afirmo que "elas (as sesmarias) não passavam de centena e meia, das quais talvez nenhuma fora devidamente medida e confirmada". Baseava-me numa monografia sobre sesmarias escrita (não publicada) por um alto funcionário público responsável pelo assunto. E estava errado, como nos mostra o livro de que se fala!
Ao senhor Paulo Bertran devem-se estudos admiráveis sobre sesmarias como os do presente livro; cabe-lhe a descoberta de escritos desconhecidos e valiosíssimos, como os do capitão-mor de Vila Boa, Antônio de Sousa Telles de Menezes, ou aquele interessantíssimo episódio da chegada do capitão-general D. José de Almeida a Formosa, 1772. Graças a Paulo Bertran a administração dos Cunha (Luís, Tristão e João Manoel) tomaram outra dimensão, sobretudo no tocante à urbanização de Vila Boa. Além disso, Paulo Bertran nos dá notícias precisas sobre obras fundamentais da vida goiana, arquivos, documentos e outras fontes de informação. São livros indispensáveis.
Quem me dera pudesse ter contado com as obras de Paulo Bertran, quando elaborei o meu "Chegou o Governador".
Que fique aqui a recomendação - editem-se a reeditem-se copiosamente as obras que tratem de Goiás e do Brasil Central.
Ao autor, meus agradecimentos, em nome do meu povo, por essas realizações que não têm preço nem louvores que paguem.
Para fazer download do livro:
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