DESCENDO O RIO MEIA-PONTE
Paulo Castilho
No dia 23 de abril de 2004, após longos anos de vida sedentária, resolvi que iria descer o rio Meia-Ponte de canoa a remo. Sem nenhuma experiência ou informação sobre o trecho a ser percorrido, eu e um amigo (Ronilson) fizemos o trecho da ponte da rodovia GO-020 até o lago da usina Rochedo (ver artigo publicado em um dos primeiros posts deste blog).
O resultado foi tão agradável que resolvi fazer outro percurso, desta vez da cidade de Goianira até a ponte do município de Pontalina (também em artigo deste blog). A minha maior dificuldade em todas essas descidas era encontrar um companheiro para me acompanhar, uma vez que não é aconselhável fazer esse tipo de aventura sozinho.
Usina do Rochedo
O resultado foi tão agradável que resolvi fazer outro percurso, desta vez da cidade de Goianira até a ponte do município de Pontalina (também em artigo deste blog). A minha maior dificuldade em todas essas descidas era encontrar um companheiro para me acompanhar, uma vez que não é aconselhável fazer esse tipo de aventura sozinho.
Ernesto Augustus
Para a minha felicidade, no anos de 2009, encontrei minha "alma gêmea" de aventuras... o amigo Ernesto. Esse sujeito, que parece ser movido pelo mesmo espírito de aventura que me possui, foi o meu grande achado. Juntos a menos de um ano, já realizamos reconhecimentos pelos córregos de Goiânia que desaguam no Meia-Ponte (ver artigos no site www.meiaponte.org) e descemos uma grande parte do rio que ainda não conhecíamos. A nossa idéia é descer até a foz, no rio Paranaíba (a remo).
Roberto Bacin
Em Janeiro de 2010, fizemos nosso primeiro trecho (eu e Ernesto), da usina do Rochedo até a ponte do município de Pontalina (trecho onde eu havia cometido alguns erros em expedição passada, sofrendo um "naufrágio" e sendo aconselhado por pescadores a não prosseguir no trecho abaixo - que segundo eles era perigoso naquela época do ano: mês de Maio).
Estrutura de madeira para a prática de pesca, muito comum neste trecho.
O percurso percorrido foi de 28.5 km, feito em um período de cinco horas e trinta e quatro minutos, numa média de 6.5 km por hora, atingindo nas corredeiras a velocidade de 17.2 km. Como nossa idéia é divulgar a beleza do rio e a possibilidade da prática de remo, sempre convidamos um amigo para nos acompanhar. Neste dia estava conosco o amigo Roberto Bacin, que nunca havia remado antes em sua vida e que ficou maravilhado com a experiência, tanto que repetiu a dose na aventura seguinte.
Roberto em plena atividade
O trecho abaixo da ponte da rodovia BR-153 é um dos mais perigosos, tendo três pontos críticos, mas todos foram vencidos com o uso dos nossoa caiaques. Embarcações a motor teriam dificuldades mesmo nesse periodo, onde o rio tem bastante água. As etapas foram realizadas em dias diferentes, sempre nos finais de semana. A segunda etapa foi realizada da ponte de Pontalina até a ponte do município de Aloandia.
Dois momentos de margens sem proteção vegetal
Desta vez fomos acompanhados por Roberto e seu professor de Educação Física, Hamilton Caetano. O trecho de 48.2 km foi percorrido em oito horas de remadas, mantendo a velocidade média do trecho anterior. Segundo os moradores da região iríamos enfrentar dois ponto críticos, uma tal de Bica do Sirí e a região das Sete Ilhas, que fica no quilômetro 40.5 . Felizmente, devido ao volume de água, passamos por estes dois trechos sem maiores problemas. É uma região cheia de corredeiras porém sem grandes obstáculos (pedras).
Três pontes na BR-153
A terceira etapa foi realizada nos dias 13 e 14 de Fevereiro. O trecho de 46 km poderia ser feito em um dia, mas decidimos fazê-lo em rítmo de "passeio", pois desta vez levamos conosco a noiva do Ernesto, Érica, e o amigo jornalista, Renato. Contamos com apoio do amigo Luciano Almeida, morador de Aloandia, que nos ajudou fazendo o trabalho de apoio de terra. Não bastando o trabalho de ter que nos levar e buscar no rio, sua família ainda nos ofereceu um farto lanche em nosso retorno à cidade. Fica aqui nossos agradecimentos.
Belíssimo trecho após o primeiro momento de dificuldade (abaixo das pontes)
Na Semana Santa estaremos fazendo o percurso de Goiatuba até a Rodovia Ronan Alves Borges (Itumbiara-Jataí), que tem uma média de 75 km, e deverá ser feito em dois dias. Fica aqui o nosso convite para todos que quiserem participar da expedição. Ficará nos faltando percorrer um trecho de mais ou menos 47 km até o rio Paranaíba.
Barreiras de contenção construídas no leito do rio no município de Goiânia resolveria grande parte deste problema. Um bom local para se colocar a principal barreira seria na antiga usina do Jaó (acredito que seriam necessárias mais duas barreiras, uma acima e outra abaixo deste ponto).
Excesso de bagagem.