REMAR, PEDALAR, CAMINHAR... AVENTURAR-SE Expressão de espanto é a coisa mais comum quando algum amigo descobre que já fiz viagens de seis dias em meu barco a remo. “Não seria mais fácil um barco a motor?”, perguntam eles. Certa vez, em setembro de 2004, acampamos às margens do lago Serra da Mesa por oito dias. Chegamos ali numa quarta-feira. Imperava o silêncio. Todo aquele lago era só nosso. Barracas armadas na margem, canoa canadense na água e ao longe as luzes da mineradora Codemin. Acampamento na margem do rio Meia Ponte No sábado fomos acordados por barulhos de motores náuticos. O lago ficou tão movimentado que até parecia um ‘pier’. Saímos para remar e por todo lado víamos barcos movidos por potentes e barulhentos motores, pessoas curtindo a vida como bem sabiam: pescando, estendendo-se ao sol, tomando banho, garotos correndo de um lado para o outro em seus jet-skis. Um olhar atento me levantou uma dúvida: estariam eles realmente aproveitando a beleza natural do local, per...